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Leilão de eficiência energética ainda está longe de ser realidade

Eficiência Energética
Leilão de eficiência energética ainda está longe de ser realidade
Fonte: Jornal da Energia - 25.08.2009

São Paulo - A realização de leilões está sendo estudada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) como uma das formas de incentivo à eficiência energética. Os certames remunerariam agentes de mercado, indústrias e fabricantes de equipamentos que gerassem redução no consumo, como se fosse uma nova energia entrando no sistema. Porém, de acordo com o superintendente de assuntos econômicos e energéticos da EPE, Ricardo Gorini, ainda há um longo caminho para que isso se torne realidade.

"Existem estudos, não só da EPE, como de outras entidades. Leilões desse tipo já são realizados em outros países. É uma possibilidade e estamos levantando instrumentos para saber como poderia ser feito. Mas para chegar nessa trilha ainda é preciso passar por outras etapas", explica Gorini.

Os certames são uma alternativa apontada por agentes como a Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace) e a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace). "Nos leilões seria ofertado um preço teto menor do que o custo marginal de expansão", defende o diretor-executivo da Anace, Lúcio Reis.

Para o conselheiro da Abrace, Marcos Vinícius Gusmão, existe "uma barreira regulatória que gera ineficiência energética". "Por que não uma oferta de energia economizada para a indústria? É muito mais barato que os leilões de energia que tivemos por aqui", questiona.

As entidades também apontam a impossibilidade de comercializar excessos de energia no mercado livre como fator que contraria a busca pela eficiência energética. "Houve um aumento grande nas sobras contratuais devido à crise financeira. Mas, se o consumidor não pode vender os excessos, como investir em eficiência? Você investe para economizar mas não tem o retorno", analisa o diretor da Anace.
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