
Internet, uma aspiradora de eletricidade
Fonte: La Nación - 08.08.2009
Argentina - A internet é, indiscutivelmente, a maior invenção dos últimos anos. Para muitos de nós seria muito difícil imaginar a vida cotidiana sem esta ferramenta e impossível para os que têm 20 anos atualmente, por terem sido educados com ela. Quando não nos conectamos à internet e não podemos recorrer ao Google para averiguar um dado ou ler o jornal online, experimentamos uma sensação de desconexão com o mundo. Deixando de lado este pequeno exagero, a pergunta que nos estamos fazendo aqui é se a rede é uma ferramenta com características sustentáveis ou "verdes". Neste artigo nos limitaremos a estudar a pegada de carbono, ou o "lado obscuro" ecológico, da internet e deixaremos para uma próxima oportunidade os seus benefícios.
A internet exige uma infraestrutura colossal de satélites, cabos submarinos, fibra ótica, servidores, roteadores, switches e um grande número de outros dispositivos para transmitir toda sua informação a nossas telas, telefones e demais acessórios. Se boa parte dessa estrutura foi herdada das empresas de telefonia e televisões a cabo, sem dúvida se deve criar muita infraestrutura nova. Segundo uma publicação da New Scientist em maio de 2009, a internet atual consome 152 bilhões de kWh anuais somente para alimentar os centros de dados que a mantém funcionando. Ao agregar todos os computadores individuais conectados, calcula-se que em sua totalidade a internet seja responsável por até 2% de todas as emissões de dióxido de carbono (CO2), igualando-se à indústria de aviação. Contudo, este número será menor à medida em que migramos a matriz energética a favor das energias renováveis e fabricamos computadores mais eficientes energeticamente.
De acordo com a Google, a produção de eletricidade necessária para uma única busca em seu site gera 200mg de CO2. Estima-se que mil buscas representem a mesma quantidade de CO2 que um carro emite ao se deslocar por 1 km. Como sabemos, a internet vem crescendo a um ritmo exponencial e, segundo a organização The Climate Group, as emissões dos computadores aumentariam em 280% até 2020, gerando 1,4 gigatoneladas de CO2 por ano. Consciente disto, a Google iniciou um plano de cinco medidas com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono e iniciar ações que lhe permitam se transformar em uma empresa "carbono neutra".
Os cinco passos são: minimizar a eletricidade requerida pelos servidores; reduzir a energia utilizada pelos centros de dados; conservar a água potável utilizando água reciclada; reutilizar ou reciclar todos os equipamentos eletrônicos que deixam os centros de dados; e participar juntamente com empresas parceiras pelo avanço em práticas de energia mais inteligentes. Sem dúvida, o impacto ambiental da internet na atualidade é grande e seus desafios nada insignificantes. Melhorar a eficiência é fundamental, especialmente quando se leva em conta sua alta taxa de crescimento. Por sua vez, a chave é melhorar a eficiência energética dos computadores pessoais, dado que formam uma parte integral desta rede
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